Um Maluco no Golfe 2 | Adam Sandler entrega exatamente o que promete – e nada além disso

Quando falamos em comédia no cinema, um nome que atravessa gerações e permanece firme no imaginário popular é Adam Sandler. Com uma carreira marcada por sucessos que vão desde o emocional Click (2006) até o humor escrachado de Gente Grande (2010) e Esposa de Mentirinha (2011), Sandler criou um estilo próprio, facilmente reconhecível. Entre seus trabalhos mais queridos, está Um Maluco no Golfe (Happy Gilmore), lançado em 1996, que se tornou cult para os fãs do ator.

No filme original, acompanhamos Happy Gilmore, um frustrado aspirante a jogador de hóquei que, por acaso, descobre um talento incomum para o golfe. Motivado pela necessidade de salvar a casa da avó, prestes a ser leiloada devido a impostos atrasados, ele embarca em uma jornada hilária. Dirigido por Dennis Dugan (Zohan: Um Agente Bom de Corte), o longa contou com Christopher McDonald como o icônico vilão Shooter McGavin e Julie Bowen como Virginia Venit. A produção marcou época, eternizando cenas e falas que até hoje fazem parte da cultura pop.

A difícil missão de fazer uma sequência

Quase três décadas depois, a missão de reviver esse universo caiu nas mãos de Kyle Newacheck (O Que Fazemos nas Sombras). E aqui entra a grande questão: como criar uma continuação que agrade tanto os fãs antigos quanto uma nova geração acostumada a um humor diferente? Um Maluco no Golfe 2 não busca reinventar a fórmula. Na verdade, ele abraça a nostalgia, repetindo o estilo de comédia pastelão que tornou Sandler famoso.

Desta vez, encontramos Happy anos mais velho, afastado dos campos de golfe e vivendo de forma apática após uma perda pessoal. Seus filhos já seguiram seus próprios caminhos, exceto Vienna (interpretada por Sunny Madeline Sandler, filha real do ator), que recebe a chance de estudar em uma prestigiada escola de balé – com uma mensalidade igualmente impressionante.

A necessidade de custear os estudos faz Happy voltar aos campos, competindo na Maxi Golf League, uma liga com regras inusitadas e absurdas, criada pelo excêntrico Francis Manatee (Benny Safdie). A trama, portanto, gira em torno da clássica jornada de superação: um protagonista envelhecido tentando se readaptar, enfrentar rivais mais jovens e provar que ainda tem algo a oferecer.

O que funciona no filme

O longa acerta em trazer de volta Christopher McDonald como Shooter McGavin, mantendo a rivalidade viva e garantindo momentos divertidos. O humor, como esperado, não se leva a sério e abraça o ridículo, algo que sempre funcionou bem no universo de Sandler. Há também participações especiais que devem agradar ao público, incluindo o golfista Rory McIlroy, o astro Travis Kelce e até o cantor Bad Bunny. A cereja no bolo é a volta de Ben Stiller no papel de Hal L., personagem querido pelos fãs.

Outro ponto positivo é a dinâmica familiar. Mesmo que os momentos mais dramáticos não sejam profundos ou emocionantes, a relação entre Happy e Vienna cria empatia e dá alguma base emocional para a trama.

Onde o filme tropeça

Se por um lado a comédia funciona para quem já aprecia o estilo de Sandler, por outro, Um Maluco no Golfe 2 não arrisca nada novo. O roteiro aposta no seguro e, ao tentar inserir momentos mais sérios, acaba caindo na superficialidade. Quem espera um desenvolvimento mais elaborado ou uma evolução do personagem pode sair decepcionado.

Além disso, o humor segue exatamente o padrão das produções do ator nos anos 1990 e 2000. Para alguns, isso é um ponto positivo, mas para outros, soa como repetição e falta de frescor.

Conclusão e crítica final

Um Maluco no Golfe 2 é, em essência, um presente para os fãs. Ele entrega o que promete: piadas bobas, situações absurdas, personagens caricatos e um clima leve e despretensioso. Não há aqui a intenção de criar um filme memorável como o original de 1996, e talvez essa seja sua maior virtude – ou sua maior limitação.

Se você busca um humor simples, sem preocupação com profundidade, vai se divertir. Se procura uma comédia mais elaborada ou um roteiro inovador, provavelmente vai achar que o filme ficou preso no passado.

No fim, Adam Sandler prova mais uma vez que conhece bem seu público e sabe exatamente o que entregar para ele. A questão é: isso ainda será suficiente para conquistar novas gerações?

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