Pacificador | Segunda temporada ganha trailer explosivo na SDCC e promete redefinir o universo DC

Durante o aguardado painel da San Diego Comic-Con (SDCC) 2025, o DC Studios revelou o primeiro trailer da segunda temporada de Pacificador (Peacemaker), série criada por James Gunn. O vídeo mostra que o anti-herói vivido por John Cena está de volta — mais violento, sarcástico e confuso do que nunca — em uma jornada que promete não só expandir sua história pessoal, como também posicioná-lo dentro do novo Universo DC (DCU), liderado pelo próprio Gunn.

Pacificador e o novo DCU: uma ponte entre dois mundos

A nova temporada tem um desafio duplo: continuar a história do controverso Christopher Smith, o Pacificador, e ao mesmo tempo explicar sua transição do antigo DCEU (Universo Estendido da DC) para o recém-estabelecido DCU. Gunn, que também comanda a direção criativa do estúdio e é responsável por Superman, parece usar a série como uma ponte narrativa para essa reformulação.

No centro da trama, está o conflito interno do personagem: um assassino treinado e implacável que busca um novo propósito, após os eventos traumáticos da primeira temporada e do filme O Esquadrão Suicida (2021). A missão continua sendo a busca pela paz — mesmo que isso signifique matar qualquer um que esteja em seu caminho. Mas desta vez, ele se depara com fantasmas do passado e ameaças que envolvem diretamente o novo cânone do universo DC.

Um elenco de peso e novas adições

Retornam à segunda temporada nomes que já conquistaram os fãs: Danielle Brooks como Leota Adebayo, Jennifer Holland como Emilia Harcourt, Freddie Stroma como o excêntrico Vigilante, Steve Agee como John Economos e Robert Patrick como o temido Auggie Smith, o Dragão Branco — que, mesmo morto, ainda assombra a mente de seu filho.

Entre os novos rostos, destaque para Frank Grillo como Rick Flag Sr., uma adição que promete agitar as estruturas emocionais e morais do protagonista. O personagem já havia aparecido brevemente em Comando das Criaturas e agora parte em busca de vingança pela morte de seu filho, Rick Flag Jr., morto por Smith em O Esquadrão Suicida. A tensão entre os dois deve ser o coração da temporada. Também entram para o elenco David Denman, Sol Rodríguez como Sasha Bordeaux (a Rainha Negra), e o comediante Tim Meadows como Langston Fleury.

Bastidores promissores

James Gunn escreveu todos os oito episódios da temporada, dirigindo três deles, incluindo o episódio de estreia. Ao lado de Peter Safran e John Cena, ele também atua como produtor executivo. Outros nomes importantes na direção de episódios são Greg Mottola (Superbad), Peter Sollett (Nick & Norah) e Althea Jones (Made for Love), garantindo variedade de estilos e tons à narrativa.

Uma temporada de transição e afirmação

Além de desenvolver seus personagens, a série irá abordar diretamente a questão do multiverso e estabelecer o que faz ou não parte do cânone do DCU. Essa decisão é ousada, pois poucos projetos se arriscam a mexer com elementos tão complexos sem perder o fio da meada. No entanto, Pacificador tem o trunfo do humor ácido e da irreverência que a tornaram um sucesso — atributos que ajudam a suavizar o peso da transição narrativa.

Conclusão: Pacificador é a peça-chave da nova era DC?

A segunda temporada de Pacificador, que estreia em 21 de agosto na HBO Max, surge como uma das produções mais estratégicas do DC Studios. Em um momento de reestruturação profunda, a série assume o papel de explicar, contextualizar e ao mesmo tempo entreter — sem perder a essência debochada e brutal que a destacou em meio ao catálogo de super-heróis.

Se na primeira temporada James Gunn surpreendeu ao transformar um personagem obscuro em um fenômeno cult, nesta segunda fase o desafio é ainda maior: consolidar uma nova fase da DC enquanto equilibra narrativa, ação, humor e emoção. E, pelo que o trailer indica, essa missão está bem encaminhada.

Crítica: ousadia com equilíbrio ou risco de saturação?

Pacificador pode se tornar um divisor de águas na narrativa serial da DC — mas há um risco claro: o excesso de interligações com outros projetos e o peso de servir como “cola” do novo DCU podem acabar sufocando a trama principal. A série precisa manter seu foco: a jornada de redenção (ou ruína) de Christopher Smith. Caso contrário, corre o risco de se transformar em um manual expositivo do novo universo ao invés de uma obra de entretenimento impactante.

Ainda assim, com o talento de Gunn e o carisma inegável de John Cena, Pacificador segue firme como uma das produções mais promissoras do ano. O tiro (e as piadas) estão dados — resta saber se o alvo será

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