Dexter Ressurreição: Série Atinge 100% de Aprovação e Promete Confrontos Inesquecíveis

A aclamada série Dexter retorna com força total em Dexter: Ressurreição, e já conquistou a impressionante marca de 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Esse feito, raro até para produções de alto orçamento, demonstra que o público e a crítica estavam ávidos por ver o assassino em série mais carismático da TV de volta aos holofotes — e com motivos de sobra.

A nova leva de episódios resgata a atmosfera macabra e o humor negro que tornaram a obra um fenômeno cultural nos anos 2000. Dessa vez, Dexter Morgan, interpretado mais uma vez pelo sempre magnético Michael C. Hall, enfrenta ameaças mais sofisticadas e perigosas. O destaque vai para o confronto com Leon Prater, vivido por Peter Dinklage, que entrega uma atuação digna de prêmios. Prater é um bilionário filantropo cuja fachada benevolente serve apenas para esconder seu verdadeiro eu: um manipulador calculista e frio, capaz de rivalizar com a mente tortuosa de Dexter.

O consenso crítico confirma o êxito desse retorno. O RogerEbert sintetizou bem: “Esta última iteração está firmemente enraizada na fundação assustadora e sombria da série original.” Já o Daily Telegraph UK foi direto ao elogiar o embate entre Hall e Dinklage, ainda que tenha deixado um comentário ácido sobre Uma Thurman, que interpreta Charley, a chefe de segurança de Prater: “Quanto menos se falar sobre a atuação de Uma Thurman, melhor.” Mesmo assim, Thurman empresta presença e carisma à figura da ex-agente de Operações Especiais, acrescentando camadas ao enredo.

O San Francisco Chronicle destacou o equilíbrio entre a violência gráfica e o humor que permeia a narrativa: “As piadas recorrentes dos Bee Gees e as piadas veganas de ‘Resurrection’ arrancam mais sorrisos do que deveriam, enquanto as cenas macabras estão ainda mais brutais.” Esse contraste sempre foi um trunfo de Dexter, e aqui parece atingir seu auge.

Além da atuação inspirada do elenco veterano, a nova temporada aposta em nomes de peso. Krysten Ritter, Neil Patrick Harris, David Dastmalchian e Eric Stonestreet compõem o grupo de novatos que trazem fôlego renovado à produção. Retornam também David Zayas como o Detetive Angel Batista, James Remar como o eterno mentor Harry Morgan, e John Lithgow, revivendo o icônico Trinity Killer, que até hoje assombra a memória dos fãs.

Para muitos críticos, Dexter: Ressurreição também se conecta de maneira instigante ao fascínio contemporâneo por histórias de assassinos em série. Como pontuou o TheWrap, “Dexter mostra a obsessão atual da sociedade com assassinos em série de uma forma divertida e um tanto catártica, o que torna a série relevante para os dias atuais.” Esse comentário sugere que a nova temporada não apenas recicla elementos antigos, mas também atualiza a trama para dialogar com questões contemporâneas sobre moralidade, mídia e violência.

Por outro lado, é importante fazer uma ressalva. Apesar dos muitos elogios, alguns espectadores podem questionar se ressuscitar Dexter após tantas temporadas não seria um risco de esgotar a fórmula. Ao revisitar antigos antagonistas e repetir algumas dinâmicas conhecidas, há sempre o perigo de cair na armadilha da nostalgia vazia. Contudo, pelo menos até agora, a produção parece saber onde pisa, mantendo frescor suficiente para justificar o retorno.

O maior ponto de expectativa, sem dúvida, está na promessa de consequências reais para Dexter. O Consequence resumiu essa tensão: “Tivemos muitas ameaças ao longo dos anos de que Dexter poderia, finalmente, enfrentar algumas consequências por suas ações. Mas, desta vez, talvez isso finalmente aconteça?” Essa possibilidade de uma conclusão definitiva pode ser justamente o diferencial que tornará Ressurreição memorável.

Se você já era fã da série original ou simplesmente aprecia thrillers psicológicos bem escritos, Dexter: Ressurreição parece cumprir o que promete: reaproximar o público do clima sombrio, dos personagens complexos e de uma história que, ao mesmo tempo, diverte e perturba. Resta saber se esse retorno terá fôlego para encerrar a saga com dignidade ou se, como em tantos outros casos de reboots, acabará apenas prolongando o que já deveria ter acabado.

De todo modo, este é o momento ideal para acompanhar esse novo capítulo. Afinal, poucos anti-heróis conseguem nos seduzir com tanta facilidade — e com tanto perigo.

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